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Aqui você encontra um rico debate sobre assuntos ligados a gestão de risco, gestão de crise, gerenciamento de crises, crise nas redes sociais e cases de crises, no quais podemos aprender muito

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Qual a conexão entre Gestão de Riscos e Gestão de Crises?

Gerir, no âmbito corporativo, significa tratar de riscos que afetam o valor de uma empresa. Esse gerenciamento em uma organização pode ser definido como um processo conduzido pelo conselho de administração, diretoria e demais empregados que consiste no estabelecimento de estratégias para identificar eventos em potencial e administrá-los de forma compatível com essa empresa. 

Os primeiros registros de organizações que se utilizaram de conceitos matemáticos e estatísticos na tomada de decisões que envolvam riscos remetem ao século XVIII. Entretanto, no início da década de 1990, com a primeira versão do COSO*, e mais recentemente, com a ISO 31000**, o tema, cada vez mais universal, tem se adaptado à linguagem dos executivos e gerentes das organizações através do conceito de ERM (Enterprise Risk Management).


Riscos e crises são coisas diferentes?

O que poucos se deram conta foi da conexão entre a materialização de um evento de risco e o início de uma crise. Antes de formular qualquer resposta, vamos nos aprofundar no real significado de uma crise:

Crise é a materialização de um evento anormal, de natureza instável e complexa que representa uma ameaça aos objetivos, à reputação e até mesmo à continuidade de uma organização. As palavras risco e crise estão entrelaçadas, pois os eventos que produzem a crise são parte de um subconjunto do escopo da Gestão de Riscos Corporativa, ou ERM.

Isto posto, não faz sentido tratar risco e crise de forma separada, pois a sinergia entre ambos é muito grande e qualquer sobreposição significa diretamente esforço e dinheiro desperdiçados.

Costumamos dizer que o risco que tende a se transformar em um gatilho de crise é aquele de baixíssima probabilidade (improvável) e de elevadíssimo impacto. A resposta mais comum para tratar esses riscos é investir em um plano, pois, muitas vezes, a improbabilidade não justifica o investimento no plano de mitigação.


Para onde correr na hora da crise

Uma constatação que podemos ter é de que na paisagem de negócios, cada vez mais integrada, os acontecimentos "improváveis" ocorrem tantas vezes que a construção de um Plano de Gestão de Crises se faz necessária para garantir uma resposta eficaz. Somente uma solução estruturada e eficaz permitirá que sua organização minimize os impactos desses eventos e proteja seu valor.

Também é fato que a imprevisibilidade desses eventos de riscos/gatilhos de crise compromete nossa capacidade de resposta e torna ainda mais difícil a tarefa para os responsáveis pela construção de um plano eficaz.

A chave para a obtenção dessa proposta, contudo, é investir em recursos capazes de identificar a exposição ao risco e apontar fatores de risco que mereçam a elaboração de um plano de gestão de crises. Com uma visão mais direcionada das ameaças potenciais, você pode dirigir uma estratégia eficaz de gerenciamento de crises e trabalhar nos cenários necessários para construir esses planos.

Esses entendimentos podem lhe dar uma vantagem em relação à capacidade de seus concorrentes de responder a uma situação de crise, além de garantirem a preservação de sua marca diante de eventos adversos.

* COSO: Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission

** ISO 31000: ISO 31000 - Risk management - ISO