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Aqui você encontra um rico debate sobre assuntos ligados a gestão de risco, gestão de crise, gerenciamento de crises, crise nas redes sociais e cases de crises, no quais podemos aprender muito

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Como criar uma Gestão de Crise no meio da crise

Empresas mais bem preparadas tornam-se mais fortes.

Empresas mais bem preparadas tornam-se mais fortes.

Uma situação de pandemia global como a do Covid_19 que estamos vivendo atualmente, praticamente sem precedentes em termos de alcance e impacto, fez com que várias organizações repensassem seus planos, não só para 2020 como também a médio prazo. Muita coisa mudou, hábitos foram incorporados, outros foram abandonados e não se sabe o que será provisório ou definitivo para a população.

E não apenas os planos foram impactados, o desemprego cresceu e muitos pequenos e médios negócios fecharam suas portas ou precisaram se reestruturar. Com a palavra ‘crise’ tão em evidência muitas empresas estão vendo a importância de pensar em uma gestão de crise, um planejamento que se antecipe às possíveis crises que possam ocorrer.

Como funciona a gestão de crise?

O fundamento essencial da gestão de crise é, antes de tudo, trabalhar para evitar a crise, mas neste cenário de Covid-19, o caminho é pensar nos riscos, impactos e consequências do negócio.

O momento é reunir o time, seus líderes ou pessoas próximas e rascunhar o que pode afetar o objetivo do negócio e as partes interessadas. As empresas que possuem uma gestão de riscos estruturada, assim que a crise começou, já entraram no mapeamento dos cenários para agir rapidamente. Identificar riscos e avaliá-los e pensar em possibilidades de negócios, incluindo novos produtos e serviços.

Na gestão de risco, você faz perguntas para achar caminhos. A partir do momento que você os encara, a empresa pensa em solução. Por exemplo, se o consumidor deixar de comprar meu produto? Quais as pessoas de fatores de risco? Quais áreas de serviços essenciais? Quais áreas conseguem ficar de casa? Quais os suportes que podem dar aos colaboradores? A empresa tem fôlego financeiro? Por quanto tempo consegue operar? E se meu funcionário pegar covid? E se a fábrica for infectada?

A lista de perguntas é infinita, mas todas elas precisam ser levantadas e respondidas. Isso é pensar em riscos, cenários, impactos e consequências.

No ambiente corporativo, qualquer empresa está sujeita a situações adversas, mas tornam-se mais fortes e ganham mais credibilidade com o público as que estão mais bem preparadas para lidar com tais circunstâncias.

Considere alguns fatores ao avaliar a estrutura interna da sua companhia:

Importante a organização estar preparada e estruturada para gestão de risco e crise. Nem sempre é o mesmo time e depende da estrutura organizacional.

  • Há uma equipe, um comitê ou mesmo uma pessoa encarregada da gestão de riscos (fase anterior) ou crise?
  • Foi feito um manual, um estudo ou um mapeamento de riscos?
  • A empresa tem um plano estratégico de gestão de crise?
  • Existe alguém pré-determinado como líder e porta-voz da empresa preparado, caso necessário?

Como ela se sairia caso precisasse enfrentar uma crise hoje? Com certeza estaria em uma situação mais confortável se a resposta fosse positiva para as questões acima. Daí vem a importância de investir em prevenção. E, ao contrário do que alguns podem pensar, a gestão de crise deve abranger todas as áreas da organização, desde os colaboradores até os gestores. Empresas podem superar crises, mas quanto melhor a preparação, mais preparada ela está.