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Aqui você encontra um rico debate sobre assuntos ligados a gestão de risco, gestão de crise, gerenciamento de crises, crise nas redes sociais e cases de crises, no quais podemos aprender muito

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Notre Dame X Museu Nacional: duas crises ligadas por falhas na gestão de risco

Um incêndio de grandes proporções destruiu parte do acervo do Museu Nacional no Rio de Janeiro, em 2 de setembro de 2018. Recentemente, algo parecido aconteceu na França, a catedral de Notre Dame, em Paris, teve parte de sua estrutura danificada por um incêndio de causas desconhecidas. Mas o que essas duas crises têm em comum além de fogo e destruição de registros históricos? O risco foi mapeado? O que foi feito antes para prevenir?

Uma falha que poderia precaver os estragos com antecedência é gritante nos dois casos: a atenção e o cuidado ao patrimônio histórico. A catedral de Notre Dame estava em reforma, por isso, mesmo sem as causas do incêndio definidas, suspeita-se de que a tragédia teve início devido a problemas com a estrutura do local, que estava fragilizada pelas obras.

Já no caso do Museu Nacional, os peritos descobriram que o primeiro foco do incêndio veio de um curto circuito no ar-condicionado, ligado a um disjuntor compartilhado, quando na verdade a ligação deveria ser individualizada com base na recomendação do fabricante, além da inexistência de equipamentos essenciais de prevenção a incêndio.

A importância de mapear riscos e atualizá-los constantemente

O mapeamento de riscos é de suma importância, pois nesse processo se estuda as ameaças que podem afetar. Em todo negócio, riscos precisam ser levantados, revisados e atualizados constantemente. Qualquer alteração de estado, como no caso da reforma na catedral de Notre Dame, recomenda-se passar por um novo estudo com o objetivo de prevenir e evitar que os danos venham acontecer.

Atenção com a comunicação do risco

Não somos educados para falar de riscos, nem de crise. Não levamos em consideração que o nosso telhado é de vidro. Uma crise pode ser desencadeada a qualquer momento com qualquer empresa. Segundo apuração da emissora francesa BFM TV, o primeiro alerta de incêndio instalado na catedral de Notre Dame falhou por um erro humano. Já no Museu Nacional os alarmes e detectores de fumaça não funcionavam. Nos dois casos, faltou treinamento, testes e simulados.

A falta da comunicação em um plano de gestão de risco pode colocar tudo a perder, pois ela diminui a percepção do que pode acontecer, criando a conscientização como forma de prevenção do mesmo, a ser utilizada antes, durante e depois de uma emergência.

O que poderia ter sido feito?

As duas instituições deveriam ter um rigoroso plano de gestão de crise a ser seguido por todo o seu público, incluindo funcionários e empresas terceirizadas. Por se tratar de patrimônio histórico, a atenção tinha de ser redobrada. Aliás, os riscos incluíam a perda de registros, itens e relíquias da humanidade.

Por serem lugares frequentados por turistas de todo o mundo, jamais cogitou-se ocorrer um desastre que acabasse com toda uma história construída há anos no Museu Nacional do Rio de Janeiro e na Catedral de Notre Dame na França. Essas duas crises nos ensinaram uma valiosíssima lição: uma crise pode vir de qualquer lugar e situação. Por isso, todo cuidado é pouco.

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